Europa acelera no carro eletrificado, mas a nova guerra é preço, escala e China
O mercado automóvel europeu chega a junho com uma mensagem inequívoca: a eletrificação deixou de ser uma promessa distante e passou a ser o principal motor de crescimento. Dados da
O mercado automóvel europeu chega a junho com uma mensagem inequívoca: a eletrificação deixou de ser uma promessa distante e passou a ser o principal motor de crescimento. Dados da JATO mostram que as matrículas europeias subiram 6,8% em abril, para 1,15 milhões de automóveis, com o impulso concentrado nos veículos eletrificados.
A Península Ibérica confirma essa mudança. Em Espanha, a ANFAC registou 28.302 veículos eletrificados vendidos em maio, mais 20,1% do que há um ano, com elétricos puros e híbridos plug-in a chegarem a 23,1% do mercado de passageiros. Em Portugal, a ACAP aponta para um dado ainda mais expressivo: os elétricos puros representaram 27,9% dos automóveis ligeiros de passageiros novos em maio.
A Tesla voltou a respirar melhor na Europa. Segundo a Reuters, as matrículas da marca cresceram em vários mercados, incluindo França, Noruega, Espanha, Portugal, Dinamarca e Suécia. Em Portugal, o Model 3 foi mesmo o automóvel mais vendido em maio, à frente de modelos generalistas de combustão e híbridos.
Mas a recuperação da Tesla não encerra a história. A BYD continua a exercer enorme pressão sobre o mercado global: vendeu 383.453 veículos eletrificados em maio e reforçou a gama com novos modelos plug-in e elétricos de preço competitivo. Ao mesmo tempo, marcas chinesas como NIO continuam a crescer em volume, tecnologia e ambição internacional.
Para os consumidores, a semana deixa uma boa notícia: mais oferta, mais concorrência e maior probabilidade de campanhas agressivas. Para os fabricantes europeus, a mensagem é menos confortável. O mercado está a crescer, mas cresce sobretudo para quem consegue juntar preço, eletrificação e escala industrial. Essa será a verdadeira corrida do automóvel em 2026.